Compositor: Domingo Maza Girón
Quando sigo pelo mato baixo
Perseguindo algum boi bravo
O minha perneira de couro retumba
Pulando na terra batida e no capim
Meu gibão vai virando farrapo
Resistindo à galhada
E a fúria do meu cavalo
Se parece com um assobio no vento
Se no meio do mato a cachorrada
Me avisa com seus latidos
Minha garganta se liberta
E eu respondo com um grito
O boi que não tem marca
Que é mestre em fugir e é bravo
Sabe que já está encurralado
Se eu pegar o meu laço
Fica tranquilo, meu cavalo
Deixa a Lua aparecer
Que na primeira investida
O bicho vai estar berrando na ponta da corda
O gado já está descendo
Preparem a investida
Cuidado para o bicho não se esconder
Atenção com a debandada
E se a situação exigir
Que a gente rache a madeira no meio
Manda ver, que o laço e a cilha
Se firmam é no solavanco do gado
O boi que não tem marca
Que é mestre em fugir e é bravo
Sabe que já está encurralado
Se eu pegar o meu laço